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Cárie ainda é desafio para maioria das pessoas

07 SET 2017
07 de Setembro de 2017

Doença, que atinge pessoas de todas as idades, continua sendo o principal problema de saúde bucal dos brasileiros.

Apesar de ter diminuído ao longo dos últimos anos, a cárie continua sendo o principal problema de saúde bucal dos brasileiros, alerta o Ministério da Saúde. Na Assembleia, a doença já acometeu a maioria dos servidores e motiva grande parte dos tratamentos, segundo a Gerência de Prevenção e Acompanhamento Odontológico.

“A cárie dentária atinge pessoas de todas as idades: bebês, crianças, adultos e idosos”, afirma a dentista Juliene Caetano Fonte Boa, do setor odontológico da Casa. Segundo o estudo SB Brasil, em 2010, a cárie afetava 56% das crianças de 12 anos, idade utilizada mundialmente para avaliar a prevalência da doença. A pesquisa revela ainda que menos de 1% dos brasileiros acima dos 35 anos está livre do problema.

Os policiais legislativos Júnior Márcio Rodrigues Silveira, de 30 anos, e Tiago Augusto Almeida Borges, de 34 anos, são exceção. Eles contam que nunca tiveram cárie e não possuem uma única restauração. Em comum, os servidores têm bons hábitos: escovar os dentes quatro vezes ao dia; usar o fio dental; e visitar seus dentistas de seis em seis meses, para limpeza dental e aplicação de flúor.

“Sempre achei muito importante manter a higiene bucal em dia”, afirma Tiago, que precisou extrair os dentes de leite quando criança, porque eles não caíram espontaneamente. “Peguei costume de ir ao dentista desde cedo. Aos seis anos, consultava a cada três meses”, lembra. Júnior conta que também começou a frequentar o consultório odontológico na infância. Esse cuidado faz a diferença, pois os dentes de leite também estão sujeitos à doença.

Natural da cidade de Alvarenga, no Vale do Rio Doce, a servidora da Diretoria-Geral Agda Peixoto de Melo Pousas, de 48 anos, entrou num consultório odontológico pela primeira vez aos 14 anos. “Naquela época, não existia essa conscientização sobre a importância da visita ao dentista. Eu fui aprender a escovar os dentes com uns 8 anos, na escola, quando me mudei para Belo Horizonte”, lembra.

Ela conta que teve dois dentes extraídos na infância por causa de cárie. “Era muito comum arrancar o dente em vez de tratá-lo”, afirma. Hoje, os recursos são muito maiores. “Todos os meus três filhos, de 23, 19 e 14 anos, têm dentes maravilhosos. Ainda bebês, eu já limpava a boquinha deles. E, por volta dos dois anos, levei cada um deles para avaliação do dentista”, conta.

Sorriso – Agda conta que os cuidados com a saúde bucal aumentaram após seu ingresso na Assembleia, em 1987, quando tinha 18 anos. “Passei a fazer o periódico todo ano e a trocar resinas, quando necessário. Hoje, faço limpeza nos dentes duas vezes por ano. Quero manter um sorriso bonito”, afirma.

Para o policial legislativo Júnior, o cuidado com os dentes vai além da questão da saúde, tem impacto profissional. “Quem lida com público tem que estar com a boca saudável. O sorriso é nosso cartão de visitas, compõe a apresentação pessoal de cada um”, avalia.

Alimentação saudável reduz risco de cárie

A dentista Juliene Fonte Boa, do setor odontológico da Assembleia, explica que são vários os fatores envolvidos no surgimento da cárie, mas que a alimentação é um dos mais determinantes. “Os estudos mostram que a cárie ocorre apenas em indivíduos com dieta rica em carboidratos fermentáveis, especialmente a sacarose”, alerta.

Segundo Juliene, o ideal é reduzir a quantidade e a frequência de ingestão de alimentos com alto teor de açúcares. “Podemos comer doces sim, mas o consumo deve ser consciente. Tomar café com açúcar, chupar balas várias vezes ao dia ou exagerar em alimentos doces pegajosos como biscoitos, por exemplo, são hábitos que favorecem o surgimento da cárie”, afirma. Ela destaca que a melhor forma de consumir alimentos doces é na forma de sobremesa, junto às grandes refeições.

A dentista explica que a doença é causada por bactérias que se alimentam dos açúcares presentes na dieta e produzem, em seu metabolismo, ácidos capazes de desmineralizar os tecidos dos dentes. “Por isso, os hábitos alimentares influenciam tanto”, ressalta.

O servidor Tiago Borges, da Diretoria de Polícia Legislativa, conta que não gosta de doces. “Como muito pouco e, quando o faço, escovo os dentes imediatamente”, afirma. Já seu colega Júnior Silveira aprecia sobremesas: “Como doces quase todos os dias, mas em pequena quantidade”. Em compensação, ele evita outros alimentos ricos em açúcar e capazes de manchar os dentes, como refrigerantes.

Saliva – Juliene alerta ainda para a importância da água. “Ela é fator determinante para a adequada produção de saliva. Quem não bebe água tem maior propensão a desenvolver lesões cariosas e mau hálito”, destaca. A dentista explica que a saliva é um protetor natural da saúde da boca: “Por apresentar minerais em sua composição, a saliva atua na remineralização dos dentes. Ela tem ainda a capacidade de neutralizar o pH bucal”.

Tratamento da cárie nem sempre demanda restauração do dente


Você sabia que nem toda lesão cariosa precisa ser restaurada? Segundo a dentista Juliene Fonte Boa as lesões cariosas iniciais, que se manifestam por manchas brancas, não precisam de restauração, pois são reversíveis.

“Nesses casos, o tratamento é feito com polimento e aplicação de flúor gel pelo dentista. O objetivo é interromper a ação dos ácidos liberados pelas bactérias que causam a cárie e favorecer o processo de remineralização do dente”, explica Juliene.

Para a dentista, esse tipo de recurso terapêutico é muito mais vantajoso para o paciente. “Não existe material restaurador que substitua perfeitamente a estrutura dentária perdida durante a remoção de uma lesão cariosa”, afirma. Ela lembra ainda que as restaurações têm durabilidade determinada e podem favorecer o aparecimento de nova cárie no local.

Lesões cavitadas – Quando a cárie provoca cavidades no dente, é necessária a restauração. “As lesões cavitadas geralmente são acompanhadas de dor provocada pela alimentação. Em estágio avançado, pode haver necessidade de tratamento de canal”, explica Juliene.

Quando não tratada, além de provocar dor intensa e até a perda do dente, a cárie pode causar diversos problemas de saúde, como abscessos e infecções. Um exemplo de infecção grave que pode ter origem dentária é a endocardite bacteriana, que acomete o coração e pode levar à morte.

Assista ao vídeo sobre os alimentos que previnem cárie

Fonte: https://extranet.almg.gov.br/webs/noticias/2017/09/20170905_carie_desafio_maioria_pessoas.html
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